Amar é mergulhar
No poço sem fundo,
Profundo, sem volta,
Onde tudo vira nada
E qualquer nada já é tudo.
Primeiro vai o corpo,
Todas as suas partes,
Em parte,
Pedaço a pedaço
É tomado de sensações
Que o fazem vontade própria.
Depois vai a alma,
Toda inteira,
Indivisível,
Sem juízo em se tratar de amor.
Pois por ser alma
Ignora o mundo inteiro...
Ao perder-se no que parece pouco
Encontra-se na plenitude.
