Lá vai a menina e sua barriga,
As novidades e suas promessas.
Sua barriga que pulsa vida.
Uma nova vida nesse mundo velho.
São tantas as perguntas,
Maiores os anseios.
Essa barriga que transforma,
A menina não é mais tão menina...
Para trás ficou a caçulinha,
A irmãzinha valente,
A galeguinha de voz estridente.
Agora só restou sua barriga...
E tudo dentro dela.
E ela se pergunta como será,
Quem lhe habita docemente.
Sua face, seu jeito,
Seus amores, seus temores.
Durante as surpresas desse caminho,
A menina também cresce,
Vai entendendo de toda forma,
Que suas perguntas pouco importam.
Pois que essa barriga,
Explica-se por si só.
É fruto de amor crescente,
Amor que vira gente,
Gente que de qualquer jeito,
Já é sua vida para sempre.
