Gostaria de sumir...hoje...agora...
Queria só por um instante não ser eu...
Eu e esse monte de coisa...
Chove lá fora e dentro de mim...
domingo, 30 de março de 2008
Texto 2
Estava aqui pensando... Seria bem melhor se pudéssemos ser mais racionais em se tratando de sentimentos. Seria maravilhoso se nossa cabeça animal pudesse escolher matematicamente a pessoa que deveríamos amar. Mas não é assim.... A gente ama porque ama e pronto... Deu-se aquele encanto que vem não sei de onde, acontece não sei por quê. Afinal ele nem é o cara mais lindo do mundo, tem um bocado de defeitos até então incorrigíveis, mas... Ele é de verdade, reage ao mundo à sua maneira, tem um jeito de olhar e gesticular que lhe paralisa. Você tem a sensação nítida que retirou a existência dele dos seus sonhos. Ele é real na sua conjunção perfeita de qualidades e imperfeições.
Pois é, minha cara... Você se apaixonou. Logo você que pensava estar imune a este tal de amor. Ainda mais depois de tantas coisas que passou... Não acredita mesmo que foram coisas ruins, mas costuma chamá-las de experiências mal-sucedidas. Confesso que sabia que você não tinha desistido, mas sinceramente não esperava encontrar o bendito amor ao seu lado por esses tempos. E olha... Bem sabe como é difícil lhe agradar. Mas é a vida, esta vida arbitrariamente louca, que o trouxe para você.
Vê que não está fácil? Pois é... Não o consegue esquecer, nem considerá-lo somente um amigo. Ainda mais depois de tudo que viveram... Não que sua razão seja incapaz de compreender os motivos da atual distância de vocês. Infelizmente é por demais inteligente para ver todos os lados dessa história. Mas o coração... Ah, o coração... Este não quer saber. Ele ama, ele deseja, ele sofre, e dane-se o mundo e suas convenções. Já deve ter lido em algum lugar, talvez em uma dessas mensagens que se recebe por e-mail, que em nome do amor tudo é permitido, abaixo todas as regras. Acaba tendo que se render a este conceito.
E fica aqui a sensação esquisita que isso não passa. Talvez nunca passe mesmo... Como diria Drummond, esse tal amor em tempo de madureza... Por já não ser tão cego assim...
Pois é, minha cara... Você se apaixonou. Logo você que pensava estar imune a este tal de amor. Ainda mais depois de tantas coisas que passou... Não acredita mesmo que foram coisas ruins, mas costuma chamá-las de experiências mal-sucedidas. Confesso que sabia que você não tinha desistido, mas sinceramente não esperava encontrar o bendito amor ao seu lado por esses tempos. E olha... Bem sabe como é difícil lhe agradar. Mas é a vida, esta vida arbitrariamente louca, que o trouxe para você.
Vê que não está fácil? Pois é... Não o consegue esquecer, nem considerá-lo somente um amigo. Ainda mais depois de tudo que viveram... Não que sua razão seja incapaz de compreender os motivos da atual distância de vocês. Infelizmente é por demais inteligente para ver todos os lados dessa história. Mas o coração... Ah, o coração... Este não quer saber. Ele ama, ele deseja, ele sofre, e dane-se o mundo e suas convenções. Já deve ter lido em algum lugar, talvez em uma dessas mensagens que se recebe por e-mail, que em nome do amor tudo é permitido, abaixo todas as regras. Acaba tendo que se render a este conceito.
E fica aqui a sensação esquisita que isso não passa. Talvez nunca passe mesmo... Como diria Drummond, esse tal amor em tempo de madureza... Por já não ser tão cego assim...
Texto 1
O amor faz companhia. Em todas as suas fases... Ah, o começo. De repente, uma vontade de ver aquela pessoa, um pensamento rebelde que teima em nos perturbar nos momentos mais inoportunos. Com um pouco de sorte e sincronia astral, essa pessoa começa a retribuir nossa atenção, surgem troca de olhares, seguidas de conversas mais animadas e excitantes, mensagens no celular, e-mails, telefonemas, encontros casuais, etc... E a vida começa a ficar mais interessante, tudo mais colorido, as músicas mais tolas parecem ter tanto sentido... É o amor preenchendo nossos espaços vazios.
Depois o primeiro beijo, todos os outros beijos, o fato consumado, todas as segundas, terceiras, quartas intenções realizadas. Explodimos de tanto desejo, tamanha ansiedade de estar perto daquela criatura que colocou nossa cotação lá em cima e nos fez sorrir das mais puras tolices cotidianas.
Mas de repente, sem que nem pra quê, tudo sai dos trilhos. Dissolve no ar. Acaba a atenção, as conversas intermináveis, as mensagens afetuosas, os beijos calorosos. Parece que fica um vazio no peito, mas não. O amor ainda está lá. Ele não sai de cena assim, não é como poeira que conseguimos espanar e pronto. Ele fica em algum lugar dentro de nós, muitas vezes quietinho, outras vezes tem vontade de gritar, mas envergonhado, chora. Ele nos acompanha, parece ter vontade própria. E permanece ali, deitado na cama, dentro do carro, nas páginas dos livros, gravado no Ipod, atrás de nossos sorrisos, embaçando nosso olhar...
Não se pode negar que o amor ensina muita coisa. Ensina gente a ser gente, a enxergar o mundo com mais sensibilidade. De uma forma ou de outra, acaba destruindo as muralhas que construímos ao nosso redor. Aprendemos a nos expor a vida e ao inesperado que a acompanha. De tudo que se pode dizer a respeito do amor, uma coisa é certa: melhor é ter sua companhia do que andar vazio. Ou melhor, sozinho.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Tu
segunda-feira, 24 de março de 2008
Eu só...
Pensei em dizer-te versos,
Sem muitas letras de tão singelos.
Na impaciência de minhas horas
Na imprecisão de meus pensamentos...
Mas vazia estando por dentro
Nada me parece completo.
Sou apenas um olhar à frente
Que simplifica o que sente,
Dizendo-te obrigado
Por entrar sorrateiro
E abrir minhas janelas...
Agora sou eu
Eu só...
E os meus sentimentos...
Sem muitas letras de tão singelos.
Na impaciência de minhas horas
Na imprecisão de meus pensamentos...
Mas vazia estando por dentro
Nada me parece completo.
Sou apenas um olhar à frente
Que simplifica o que sente,
Dizendo-te obrigado
Por entrar sorrateiro
E abrir minhas janelas...
Agora sou eu
Eu só...
E os meus sentimentos...
Devaneios
Hoje anoiteceu mais cedo.
Cerro os olhos e nada vejo...
Machucou-me o coração
Tuas palavras despejadas em mim
Despidas de qualquer canção...
Já não o conheço mais.
Não és quem queria que fosse
Ou já foi em tenros dias...
E se dissestes o que não sentias?
Creio na verdade vivida.
Quem sou eu para ler pensamentos...
Cerro os olhos e nada vejo...
Machucou-me o coração
Tuas palavras despejadas em mim
Despidas de qualquer canção...
Já não o conheço mais.
Não és quem queria que fosse
Ou já foi em tenros dias...
E se dissestes o que não sentias?
Creio na verdade vivida.
Quem sou eu para ler pensamentos...
quarta-feira, 5 de março de 2008
Enfim...
Escrevo um poema quase tolo,
Despido de pretensão.
Entre espelhos e silêncios...
Na lembrança de tuas mãos...
Arrebatada de má intenção,
Recordo-me dos teus afetos.
Sabemos o que fazemos?
Se entre pernas nos perdemos...
Whispers, fire, temptation, desire...
Palavras das canções
Do nosso universo paralelo...
E sem muitas explicações,
Fora do mundo repleto de erros,
Tudo está certo entre nós...
Já estamos além do bem e do mal,
Na infinitude de nossos desejos...
Quero-te sem pensar,
E sem pensar, adoro-te...
Toda vez que procuro a resposta,
São sentimentos escondidos atrás da porta...
Meu pensamento a vagar,
Olha para o céu de Quintana...
Como não buscar o caminho
Mágico de estrelas...
Enfim...
Despido de pretensão.
Entre espelhos e silêncios...
Na lembrança de tuas mãos...
Arrebatada de má intenção,
Recordo-me dos teus afetos.
Sabemos o que fazemos?
Se entre pernas nos perdemos...
Whispers, fire, temptation, desire...
Palavras das canções
Do nosso universo paralelo...
E sem muitas explicações,
Fora do mundo repleto de erros,
Tudo está certo entre nós...
Já estamos além do bem e do mal,
Na infinitude de nossos desejos...
Quero-te sem pensar,
E sem pensar, adoro-te...
Toda vez que procuro a resposta,
São sentimentos escondidos atrás da porta...
Meu pensamento a vagar,
Olha para o céu de Quintana...
Como não buscar o caminho
Mágico de estrelas...
Enfim...
Sina
Silêncio que me tortura
Por não saber o significado...
Se dúvida ou zelo,
Se carinho ou desapego...
Perco-me no tempo
Que já não tenho...
Por permitir eu me condeno,
Fantasmas me consomem a esmo.
A paz foi esquecida em alguma esquina...
Onde encontrar razões
No meio de estranha sina?
Perco a mim mesma...
Meu coração cego,
No amor que nego
E, quase sem querer,
Sinto...
Por não saber o significado...
Se dúvida ou zelo,
Se carinho ou desapego...
Perco-me no tempo
Que já não tenho...
Por permitir eu me condeno,
Fantasmas me consomem a esmo.
A paz foi esquecida em alguma esquina...
Onde encontrar razões
No meio de estranha sina?
Perco a mim mesma...
Meu coração cego,
No amor que nego
E, quase sem querer,
Sinto...
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