quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Noite de Natal...

Noite que traz tantas coisas...
Memórias, esperanças...
Idéias!
Fico com estas que me renovam!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Caminhar das horas...

Hoje acordei com certo tom de desespero... Queria acelerar o tempo, só para entender determinadas coisas que se passam. Nunca foi tão duro apenas observar. Sinto como fosse telespectadora de minha própria vida. Às vezes tenho a nítida impressão que estou fora de mim. Estou apenas ouvindo o que os outros dizem, analisando suas atitudes, sentindo cada coisa que acontece... Não tenho gostado dessa sensação. Estou impotente ou apenas não enxergo a oportunidade de agir? Nunca vivi tantas dúvidas. Ando questionando tudo, principalmente o que as pessoas dizem. São verdades ou meras impressões? Sinceramente estou com medo do segundo seguinte, do que vai acontecer. Tenho medo do que não me pertence, do que não está em mim... Já tentei, não consegui, desisti de tentar... Vou deixar a cargo do tempo. Já pedi que ele fosse legal comigo, mas por enquanto o tempo de amigo nada tem me feito. Acabo me perdendo em questionamentos quase que óbvios. Será que me resta tanto tempo assim? Ou simplesmente quanto vou ter que esperar para encontrar minhas respostas, se é que as encontrarei? Eu sei o que temo com todas as letras. Tenho medo de não esquecer e ficar com essa sensação de vazio infinita. Às vezes é difícil acreditar na benevolência simples e absoluta do passar dos dias. São momentos tortuosos onde pequenas coisas tornam-se grandes e grandes valores passam despercebidos. Eu e essa impressão de saudade infinita de mãos dadas pelo caminhar das horas...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Aroma

A memória do teu cheiro,
Quase cítrico,
Quase amadeirado,
Que de olhos fechados posso sentir
E mesmo ao longe posso lembrar...
Em tua pele colado,
Aroma delicado aos meus sentidos
Maldade é sentí-lo com tamanha perfeição
E não abraçar-te, já que é posto não fazê-lo.
Que será de mim,
Se tu não se tornar inodoro
Dias de tormento vislumbro sempre...
Ao perceber tua fragrância
Que ao caminhar o vento carrega
Não sou eu...
Perturbadoramente, é ela
Quem te acompanha ao longo dos dias.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Espera...

Espero passar...
Como quem espera a chuva parar de cair...
Espero você partir...
De cada pensamento que me assalta...
E que meu corpo ardente exalta...
Espero deixar-me ir...
Parecem que não são meus desejos,
Reprisando nossos beijos,
Nossos corpos entrelaçados,
Nossa alcova de pecado...
Tornou-me impotente a vontade,
Agora quem sou de verdade,
Senão a espera
De não ser o que já era...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sem comentários...


Quando ainda a visão de um simples nome lhe tira completamente o ar, existem palavras para explicar?


segunda-feira, 30 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tua morte

Hoje eu te matei...
Porque não existe eu sem tua morte.
Cortei tuas raízes,
Enterrei tuas botas.
Peço perdão pelo mau jeito,
Mas como não sou perfeito,
Despeço-me assim...
De ti não guardo raiva,
Apenas um pouco de mágoa,
Normal de quem muito espera,
De quem se atira sem medo,
E depois nada consegue encontrar...
Aqui eu me despeço.
Contigo não posso mais conversar.
Minhas palavras para ti se tornam lembranças,
Quem sabe o tempo coloque as coisas em seu devido lugar.
Mas em breve isso passa...
Desculpe-me, um dia passa...
Mas por enquanto, adeus...
Faço isso por amor a mim.

domingo, 8 de junho de 2008

Paradoxo

Queria-te vivo, queria-te morto.
Queria-te rindo, queria-te triste.
Queria-te presente, queria-te longe.
Por tanto querer-te,
Queria não querer-te...
Confundo-me
Em sentimentos profundos.
És meu desatinado perder de mim,
Em dias de sol escondidos,
Sob minha íris turva...
Eternos são os dias de chuva...

domingo, 25 de maio de 2008

Vício

És meu amor,
Todo errado,
Cansado, desbotado,
Embriagado...
És o avesso da perfeição,
Desentendido meu coração,
Vê-te belo em cada passo.
És meu erro profundo,
Todo ríspido,
Ilícito, hospício,
Meu vício...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Fúcsia

E ele veio vestido em fúcsia,
Mais masculino do que nunca...
Seu perfume inebriante...
Sem noção fico por alguns intantes.
Homem áspero de gestos doces,
Fala grave, expressão sutil...
Memória de seu toque suave,
E ao mesmo tempo o mais viril...
Como não desejá-lo,
Se tão óbvio por ele é meu encanto...
Memória viva de um querer profundo,
E se algo peço ao mundo
É tê-lo de volta em cada segundo,
Ao anoitecer de cada dia...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Coisa de ti...

Eu te perdi...
Se é que fostes meu um dia.
E me encontro em suspiros
Que adentram as noites frias.
Essa dureza de eternidade
Supostamente infinda...
Que nada tem de linda
Se não tem qualquer coisa de ti...

domingo, 20 de abril de 2008

Desejo...

Teu silêncio, meu tormento.
Tua ausência, minha saudade.
Se tu me invades os pensamentos,
Aonde não pode ir essa verdade?

Se já me perco em amar-te a seco,
E de vinho embriago minha alma louca,
Da sede de ti me alimento,
Sou apenas um corpo fraco, uma voz rouca...

De gritos abafados explodo ao mundo,
Resisto bravamente ao teu sorriso.
Se jogar-me em teus braços é o meu desejo,
Entregar-me a tua agonia até o fundo...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Texto 4

Gosto de música...Muito. Minha vida sempre teve trilha sonora para todas as situações. Atualmente meu Ipod tem sido uma grande companhia: na academia, na cama, no trabalho. Mas além de companhia, tem sido meu refúgio. Toda vez que percebo que alguém ou um grupo de pessoas começa a conversar algo que possa me atingir, pronto, aumento o som. Isso tem se tornado muito freqüente. Não consigo ouvir...Quero fugir...Por mais que sejam verdades, ou talvez não, sejam grandes mentiras, não quero ouvir, não quero me machucar mais. Talvez não seja capaz de lidar com a insensibilidade das pessoas ou sua simples ignorância. Ou talvez não esteja sabendo lidar com meus próprios sentimentos.
Enquanto a cura não vem, ausento-me nas minhas preferências musicais. Não sei quem virá primeiro: a cura ou a surdez. Sinto-me atropelada pelos últimos acontecimentos. Agora parecem danos irreparáveis. Não quero entender, mas não deixo de querer. Para que tanto sentimento a quem pode se dar tão pouco? De um coração tonto podem surgir ouvidos surdos.
E o volume do Ipod cada vez mais alto...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Texto 3

Procurando razões...para as mais diversas coisas...assim somos todo o tempo. Perdidos em indagações, em um universo de perguntas sem respostas. Por quê isso? Por quê aquilo? Por que isso teve que acontecer mesmo? Sempre movidos pela mais inútil ansiedade. A mente humana que não pára nunca. E questiona, e questiona...Mas por mais que gastemos o tempo todo do nosso dia perdidos nos nossos pensamentos e percamos preciosas noites de sono, as perguntas continuarão lá...Insaciáveis por respostas, por alguma boa explicação...É tudo muito louco...comecei a aprender recentemente que o grande lance é viver e deixar viver...Antes agora do que nunca... Parece letra de música (na verdade os Beatles andaram cantando isso em tempos longínquos...). Não quero explicação para mais nada. CHEGA!!! Vou passear pelos meus dias com cara de paisagem, a mais honesta e blasé possível. Só preservo a certeza idiota que tudo realmente vai mudar. Mesmo diante dos meus ataques de impaciência naturais e aceitáveis mediante minha condição de humanamente sensível, persistirei otimista. Tudo vai dar certo e não vou perguntar mais nada. Nem a ninguém, nem a mim mesma...

domingo, 30 de março de 2008

Desabafo

Gostaria de sumir...hoje...agora...
Queria só por um instante não ser eu...
Eu e esse monte de coisa...
Chove lá fora e dentro de mim...

Texto 2

Estava aqui pensando... Seria bem melhor se pudéssemos ser mais racionais em se tratando de sentimentos. Seria maravilhoso se nossa cabeça animal pudesse escolher matematicamente a pessoa que deveríamos amar. Mas não é assim.... A gente ama porque ama e pronto... Deu-se aquele encanto que vem não sei de onde, acontece não sei por quê. Afinal ele nem é o cara mais lindo do mundo, tem um bocado de defeitos até então incorrigíveis, mas... Ele é de verdade, reage ao mundo à sua maneira, tem um jeito de olhar e gesticular que lhe paralisa. Você tem a sensação nítida que retirou a existência dele dos seus sonhos. Ele é real na sua conjunção perfeita de qualidades e imperfeições.
Pois é, minha cara... Você se apaixonou. Logo você que pensava estar imune a este tal de amor. Ainda mais depois de tantas coisas que passou... Não acredita mesmo que foram coisas ruins, mas costuma chamá-las de experiências mal-sucedidas. Confesso que sabia que você não tinha desistido, mas sinceramente não esperava encontrar o bendito amor ao seu lado por esses tempos. E olha... Bem sabe como é difícil lhe agradar. Mas é a vida, esta vida arbitrariamente louca, que o trouxe para você.
Vê que não está fácil? Pois é... Não o consegue esquecer, nem considerá-lo somente um amigo. Ainda mais depois de tudo que viveram... Não que sua razão seja incapaz de compreender os motivos da atual distância de vocês. Infelizmente é por demais inteligente para ver todos os lados dessa história. Mas o coração... Ah, o coração... Este não quer saber. Ele ama, ele deseja, ele sofre, e dane-se o mundo e suas convenções. Já deve ter lido em algum lugar, talvez em uma dessas mensagens que se recebe por e-mail, que em nome do amor tudo é permitido, abaixo todas as regras. Acaba tendo que se render a este conceito.
E fica aqui a sensação esquisita que isso não passa. Talvez nunca passe mesmo... Como diria Drummond, esse tal amor em tempo de madureza... Por já não ser tão cego assim...

Texto 1

O amor faz companhia. Em todas as suas fases... Ah, o começo. De repente, uma vontade de ver aquela pessoa, um pensamento rebelde que teima em nos perturbar nos momentos mais inoportunos. Com um pouco de sorte e sincronia astral, essa pessoa começa a retribuir nossa atenção, surgem troca de olhares, seguidas de conversas mais animadas e excitantes, mensagens no celular, e-mails, telefonemas, encontros casuais, etc... E a vida começa a ficar mais interessante, tudo mais colorido, as músicas mais tolas parecem ter tanto sentido... É o amor preenchendo nossos espaços vazios.
Depois o primeiro beijo, todos os outros beijos, o fato consumado, todas as segundas, terceiras, quartas intenções realizadas. Explodimos de tanto desejo, tamanha ansiedade de estar perto daquela criatura que colocou nossa cotação lá em cima e nos fez sorrir das mais puras tolices cotidianas.
Mas de repente, sem que nem pra quê, tudo sai dos trilhos. Dissolve no ar. Acaba a atenção, as conversas intermináveis, as mensagens afetuosas, os beijos calorosos. Parece que fica um vazio no peito, mas não. O amor ainda está lá. Ele não sai de cena assim, não é como poeira que conseguimos espanar e pronto. Ele fica em algum lugar dentro de nós, muitas vezes quietinho, outras vezes tem vontade de gritar, mas envergonhado, chora. Ele nos acompanha, parece ter vontade própria. E permanece ali, deitado na cama, dentro do carro, nas páginas dos livros, gravado no Ipod, atrás de nossos sorrisos, embaçando nosso olhar...
Não se pode negar que o amor ensina muita coisa. Ensina gente a ser gente, a enxergar o mundo com mais sensibilidade. De uma forma ou de outra, acaba destruindo as muralhas que construímos ao nosso redor. Aprendemos a nos expor a vida e ao inesperado que a acompanha. De tudo que se pode dizer a respeito do amor, uma coisa é certa: melhor é ter sua companhia do que andar vazio. Ou melhor, sozinho.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Tu


Meu amor é alegre,
Sorrindo de tão leve...
Mas fostes tão breve...
E eu nem tanto assim...
Fico com o que me serve,
Cada parte de ti...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Eu só...

Pensei em dizer-te versos,
Sem muitas letras de tão singelos.
Na impaciência de minhas horas
Na imprecisão de meus pensamentos...
Mas vazia estando por dentro
Nada me parece completo.
Sou apenas um olhar à frente
Que simplifica o que sente,
Dizendo-te obrigado
Por entrar sorrateiro
E abrir minhas janelas...
Agora sou eu
Eu só...
E os meus sentimentos...

Devaneios

Hoje anoiteceu mais cedo.
Cerro os olhos e nada vejo...
Machucou-me o coração
Tuas palavras despejadas em mim
Despidas de qualquer canção...

Já não o conheço mais.
Não és quem queria que fosse
Ou já foi em tenros dias...
E se dissestes o que não sentias?
Creio na verdade vivida.
Quem sou eu para ler pensamentos...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Enfim...

Escrevo um poema quase tolo,
Despido de pretensão.
Entre espelhos e silêncios...
Na lembrança de tuas mãos...

Arrebatada de má intenção,
Recordo-me dos teus afetos.
Sabemos o que fazemos?
Se entre pernas nos perdemos...

Whispers, fire, temptation, desire...
Palavras das canções
Do nosso universo paralelo...
E sem muitas explicações,
Fora do mundo repleto de erros,
Tudo está certo entre nós...

Já estamos além do bem e do mal,
Na infinitude de nossos desejos...
Quero-te sem pensar,
E sem pensar, adoro-te...
Toda vez que procuro a resposta,
São sentimentos escondidos atrás da porta...
Meu pensamento a vagar,
Olha para o céu de Quintana...
Como não buscar o caminho
Mágico de estrelas...
Enfim...

Sina

Silêncio que me tortura
Por não saber o significado...
Se dúvida ou zelo,
Se carinho ou desapego...
Perco-me no tempo
Que já não tenho...

Por permitir eu me condeno,
Fantasmas me consomem a esmo.
A paz foi esquecida em alguma esquina...
Onde encontrar razões
No meio de estranha sina?
Perco a mim mesma...
Meu coração cego,
No amor que nego
E, quase sem querer,
Sinto...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sagitário...

Vejo em ti meu próprio desejo,
Oposto complementar,
Racional legítimo
De tantas virtudes...
Que nunca se escondem
Entre teus eternos conflitos.
És a própria falta de sutileza...
Harmonia entre razão e loucura
Que se completam,
Geram-nos, constituem.
E lá se vão meus pensamentos vãos...
Buscar-te na possibilidade
Do teu dito impossível.
Quebrar teus princípios,
Relativizá-los,
Eis o desafio...
Ensinar-te a conta-gotas...
Nada como um dia após o outro...

Toc, toc, toc...

Abraça-me e cala-te.
Nada mais nesse universo
Traduz os sentimentos
Tão intensos a subjugar o óbvio...
Até os olhos recusam-se a ver
O que nos rodeia lá fora.
E fecham-se as janelas da alma.
Nossos corpos, nossos refúgios,
Na nossa doce prisão,
Onde dois parecem muito,
Senão tudo que importa.
Toc, toc, toc!
Ah!
Acabou-se a poesia!
O mundo bateu à porta!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Carta

Vou escrever-te em papel de carta,
Que de tão grande saudade,
Vejo-te em tudo,
Até no que me falta...

Vou dizer-te em linhas breves,
Que de tudo que importa,
Ver-te abrir a porta,
Até chegar no meu abraço...

Vou chamar-te em pensamento,
Que de imenso desejo,
Trazer-te ao meu caminho,
Até onde existam flores...