sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A luz apagou...

A luz apagou...
Quem chega,
Quem sai,
Para onde se vai...
E o tempo fechou...

A luz apagou...
E com ela se foi
O presente esperado,
O plano findado...
E o coração se calou...

A luz apagou...
É noite agora.
Se chuva aqui dentro,
Se vento lá fora,
Você foi embora...
E o mundo mudou...

Amanhecer

Ao pensar-te tão cedo

Desperta minha'lma

Em todas as cores...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Possibilidades

Passeio nas vagas horas,
No vazio do tempo,
Traduzindo emoções,
Revendo antigos conceitos...

Perco-me em pensamentos,
Descubro novas rotas,
Experimento os mesmos medos...

Se não é a vida e seu ciclo eterno,
Onde tudo gira e volta ao mesmo lugar.
São sempre as mesmas perguntas,
As mesmas respostas...

O que muda é a ordem,
O encaixar das suas arestas.
E na união desordenada das perguntas e respostas,
Construo as possibilidades...

sábado, 17 de novembro de 2007

Intenso

Se queres tocar-me
Que não sejas breves,
Pois contigo passaria além de meia hora,
Senão minha vida inteira.
Acendas essa chama intensa,
Pois és incontrolável em teu furor.
Arremessas-te nas falsas promessas
De eterno amor,
Que de tão terno apelo,
De ti rouba o próprio zelo.
Faz esquecer-te da terra
Embaixo do céu que flutuas
Em brancas nuvens.
No momento dessa eternidade
Que infinda na paixão
E desperta na cruel realidade.

Na beira do rio

Sentei-me na beira do rio,
Água tácita que me molha os pés.
Quem dera puderas levar contigo
O que já não quero comigo...

Meus pensamentos não cessam.
Fluem como tua natureza,
Gentil delicadeza
Na busca constante do mar.

Estou eu e meus tormentos,
Deitados em tuas margens,
Ouvindo o teu silêncio,
Inspirador a mostrar o caminho.

Igualo-me a ti em tua busca,
Seguindo em frente,
Fluida, leve, devagar...
Pois a certeza de saber o mar
Já me vale o caminho inteiro.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Para Luciana e sua barriga (Matheus!!!)

Lá vai a menina e sua barriga,
As novidades e suas promessas.
Sua barriga que pulsa vida.
Uma nova vida nesse mundo velho.

São tantas as perguntas,
Maiores os anseios.
Essa barriga que transforma,
A menina não é mais tão menina...

Para trás ficou a caçulinha,
A irmãzinha valente,
A galeguinha de voz estridente.
Agora só restou sua barriga...
E tudo dentro dela.

E ela se pergunta como será,
Quem lhe habita docemente.
Sua face, seu jeito,
Seus amores, seus temores.

Durante as surpresas desse caminho,
A menina também cresce,
Vai entendendo de toda forma,
Que suas perguntas pouco importam.
Pois que essa barriga,
Explica-se por si só.

É fruto de amor crescente,
Amor que vira gente,
Gente que de qualquer jeito,
Já é sua vida para sempre.