sábado, 15 de setembro de 2007

Se eu...

Se já não sou o efusivo farfalhar das folhas pisadas,

Sou a calma serena do final da madrugada.



Se já não sou o som intenso que atravessa a noite,

Sou a suave brisa que acaricia o dia.



Se já não sou passos rápidos a apressar o tempo,

Sou barco a vela ao sabor do vento.



Se já não sou a urgência intranqüila do que ainda não se viveu,

Sou a espera certa do que há de vir a chegar...