Se já não sou o efusivo farfalhar das folhas pisadas,
Sou a calma serena do final da madrugada.
Se já não sou o som intenso que atravessa a noite,
Sou a suave brisa que acaricia o dia.
Se já não sou passos rápidos a apressar o tempo,
Sou barco a vela ao sabor do vento.
Se já não sou a urgência intranqüila do que ainda não se viveu,
Sou a espera certa do que há de vir a chegar...
