Gosto de acreditar
Simplesmente no pensamento
Que acalenta as estranhas vontades.
Penso em alguma forma
Que alguém inconscientemente
Imagina-me...
Deseja meu sorriso, minha alegria,
Minha companhia, meu passar das horas.
Aceita-me...
Ama-me...
Penso que a vida me prepara
Molda-me, ajeita-me,
Ensina-me na solidão.
E na hora que esse alguém chegar,
Será de novo assim,
Amar de corpo, alma,
De cabeça e sem cabeça...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Meus avós...
Ela, violão,
Ele, livros.
Ela, dança,
Ele, rádio.
Ela, gargalhada,
Ele, poesia.
Ela, fusca,
Ele, jipe.
Ela, rigidez,
Ele, leveza.
Ela, beleza,
Ele, simpatia,
Ela , censura.
Ele, conselho.
Ela, espelho,
Ele, rede.
Ela, Caetano,
Ele, Albuquerque.
Meus avós...
Tão diferentes,
Tão iguais no meu amor...
Arroubo de saudade eterna,
Pois eterno é o que em mim dos dois ficou.
Ele, livros.
Ela, dança,
Ele, rádio.
Ela, gargalhada,
Ele, poesia.
Ela, fusca,
Ele, jipe.
Ela, rigidez,
Ele, leveza.
Ela, beleza,
Ele, simpatia,
Ela , censura.
Ele, conselho.
Ela, espelho,
Ele, rede.
Ela, Caetano,
Ele, Albuquerque.
Meus avós...
Tão diferentes,
Tão iguais no meu amor...
Arroubo de saudade eterna,
Pois eterno é o que em mim dos dois ficou.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
O outro lado
Minhas lágrimas escorrem quentes
Pelo meu rosto macio.
Sabem porque caem...
E assim elas se esvaem,
Frutos de um sentimento vazio.
Nasceram de uma tristeza,
De um não,
Da falta de certeza,
Da solidão.
Surgiram de uma notícia,
Da frieza de um olhar,
Da vontade reprimida,
Da ausência de amar...
Pelo meu rosto macio.
Sabem porque caem...
E assim elas se esvaem,
Frutos de um sentimento vazio.
Nasceram de uma tristeza,
De um não,
Da falta de certeza,
Da solidão.
Surgiram de uma notícia,
Da frieza de um olhar,
Da vontade reprimida,
Da ausência de amar...
sábado, 15 de setembro de 2007
Retrato de um amigo
Ele é grande,
No tamanho, no coração,
No abraço, no sorriso...
Mas ele é leve,
Paira no ar a pureza de seu olhar tranquilo.
Mesmo quando escreve,
Suas palavras têm entonação.
Se fácil se demonstra ao mundo,
Quem ousaria em não percebê-lo?
Ele me lembra o que é bom,
Parece a poesia livre de Drummond,
Irregular, sem rimas...
Pois é...
Ele me trata muito bem,
E entre tudo que nos convém,
Só falta me pegar no colo...
No tamanho, no coração,
No abraço, no sorriso...
Mas ele é leve,
Paira no ar a pureza de seu olhar tranquilo.
Mesmo quando escreve,
Suas palavras têm entonação.
Se fácil se demonstra ao mundo,
Quem ousaria em não percebê-lo?
Ele me lembra o que é bom,
Parece a poesia livre de Drummond,
Irregular, sem rimas...
Pois é...
Ele me trata muito bem,
E entre tudo que nos convém,
Só falta me pegar no colo...
Se eu...
Se já não sou o efusivo farfalhar das folhas pisadas,
Sou a calma serena do final da madrugada.
Se já não sou o som intenso que atravessa a noite,
Sou a suave brisa que acaricia o dia.
Se já não sou passos rápidos a apressar o tempo,
Sou barco a vela ao sabor do vento.
Se já não sou a urgência intranqüila do que ainda não se viveu,
Sou a espera certa do que há de vir a chegar...
Sou a calma serena do final da madrugada.
Se já não sou o som intenso que atravessa a noite,
Sou a suave brisa que acaricia o dia.
Se já não sou passos rápidos a apressar o tempo,
Sou barco a vela ao sabor do vento.
Se já não sou a urgência intranqüila do que ainda não se viveu,
Sou a espera certa do que há de vir a chegar...
domingo, 9 de setembro de 2007
Janela
Escondo-me atrás da janela.
Espio, analiso, percebo.
Sons não são mais os mesmos,
Coisas mudaram de lugar,
Pessoas vão e vêm através do tempo,
Também não sou mais a mesma.
Sou parte de mim,
Pedaços soltos no caminho.
E sigo...
Buscando preencher vazios,
Com meus blocos de sonhos...
Abro a janela...
Espio, analiso, percebo.
Sons não são mais os mesmos,
Coisas mudaram de lugar,
Pessoas vão e vêm através do tempo,
Também não sou mais a mesma.
Sou parte de mim,
Pedaços soltos no caminho.
E sigo...
Buscando preencher vazios,
Com meus blocos de sonhos...
Abro a janela...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Palavras
Palavras lançadas ao vento.
Se soltas: sem sentido.
Se juntas: já não sei.
Pareço estar ausente de mim...
Desligados pensamentos,
Sentidos perdidos,
Amores intensos...
E espero o dia que ainda não vem.
O mundo parece mais calmo,
Mas elas cortam o silêncio das horas.
Palavras se repetem,
Fortalecem, amplificam,
Significam minhas causas de agora...
Nelas estão os ecos da alma
Insandecida, perdida calma,
Perdido controle de mim...
Palavras que não calam,
Falam por si.
Imposição imprópria
Do meu sentimento mais próprio.
Se soltas: sem sentido.
Se juntas: já não sei.
Pareço estar ausente de mim...
Desligados pensamentos,
Sentidos perdidos,
Amores intensos...
E espero o dia que ainda não vem.
O mundo parece mais calmo,
Mas elas cortam o silêncio das horas.
Palavras se repetem,
Fortalecem, amplificam,
Significam minhas causas de agora...
Nelas estão os ecos da alma
Insandecida, perdida calma,
Perdido controle de mim...
Palavras que não calam,
Falam por si.
Imposição imprópria
Do meu sentimento mais próprio.
domingo, 2 de setembro de 2007
Afins
Um dia a gente se realiza,
Um no outro,
Dois em um,
Um a um, lado a lado...
Parece até conspiração,
Encontrar uma parte minha,
Fora de mim, pulsando...
O mundo está cantando?
E não há quem diga,
Entre tantos afins,
Que esse não seria o fim...
O universo há muito grita,
Força absoluta a dizer.
Mesmo quando se hesita,
Insista,
Tudo pode acontecer...
Um no outro,
Dois em um,
Um a um, lado a lado...
Parece até conspiração,
Encontrar uma parte minha,
Fora de mim, pulsando...
O mundo está cantando?
E não há quem diga,
Entre tantos afins,
Que esse não seria o fim...
O universo há muito grita,
Força absoluta a dizer.
Mesmo quando se hesita,
Insista,
Tudo pode acontecer...
sábado, 1 de setembro de 2007
Incerteza...
Esse amor que não é direito,
De tudo é imperfeito,
Menos na vontade de amar.
Das mentiras que ele me conta,
É você a surreal.
Desejo de não gostar,
Mas estar ao seu lado é quase voar...
Tem cheiro, seu jeito, estreito,
Perfeito...
Quando a razão paralisa,
E todo o resto diz sim?
Sentido, proibido, libido,
Permitido...
É tudo que me faz tremer,
Incertos estão meus passos.
Fato é não entender...
E se faz o primeiro ato:
Medo de cometer você.
De tudo é imperfeito,
Menos na vontade de amar.
Das mentiras que ele me conta,
É você a surreal.
Desejo de não gostar,
Mas estar ao seu lado é quase voar...
Tem cheiro, seu jeito, estreito,
Perfeito...
Quando a razão paralisa,
E todo o resto diz sim?
Sentido, proibido, libido,
Permitido...
É tudo que me faz tremer,
Incertos estão meus passos.
Fato é não entender...
E se faz o primeiro ato:
Medo de cometer você.
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