quinta-feira, 15 de abril de 2010

A canção de tua partida

Não escuto teus passos,
Nem o rastro de tua empáfia.
Soam em meus ouvidos a saudade,
Estranho gosto do desagrado que me causas...
Finjo saber o que sou sem ti,
Travestida a dor da tua ausência...
Ouço as músicas que me deixou
Com a sede da minha vontade.
Agora entendo a dor
Da alma ao corpo...
Física, pungente
No silêncio ao meu redor.
Tu me faltas,
Eu me sobro,
Eu te quero,
Tu me esnobas,
Não te sirvo
Ou eu te sobro...

Não mais amor

Existe uma saudade no fundo desse lugar...
Já não tem nome,
Já nem se olha nem se deixa olhar...
Não morreu de inanição
Alimentado na lembrança.
Sempre ele vai ser
Era assim...
Tinha que ser...
Ausente e presente.
Trouxe toda sua força,
Toda sua agonia,
Refletida em raiva e desprezo.

Sou aquela que ele transforma...
Para sempre vai existir,
Para sempre uma dor
E não mais amor...