Hoje acordei com certo tom de desespero... Queria acelerar o tempo, só para entender determinadas coisas que se passam. Nunca foi tão duro apenas observar. Sinto como fosse telespectadora de minha própria vida. Às vezes tenho a nítida impressão que estou fora de mim. Estou apenas ouvindo o que os outros dizem, analisando suas atitudes, sentindo cada coisa que acontece... Não tenho gostado dessa sensação. Estou impotente ou apenas não enxergo a oportunidade de agir? Nunca vivi tantas dúvidas. Ando questionando tudo, principalmente o que as pessoas dizem. São verdades ou meras impressões? Sinceramente estou com medo do segundo seguinte, do que vai acontecer. Tenho medo do que não me pertence, do que não está em mim... Já tentei, não consegui, desisti de tentar... Vou deixar a cargo do tempo. Já pedi que ele fosse legal comigo, mas por enquanto o tempo de amigo nada tem me feito. Acabo me perdendo em questionamentos quase que óbvios. Será que me resta tanto tempo assim? Ou simplesmente quanto vou ter que esperar para encontrar minhas respostas, se é que as encontrarei? Eu sei o que temo com todas as letras. Tenho medo de não esquecer e ficar com essa sensação de vazio infinita. Às vezes é difícil acreditar na benevolência simples e absoluta do passar dos dias. São momentos tortuosos onde pequenas coisas tornam-se grandes e grandes valores passam despercebidos. Eu e essa impressão de saudade infinita de mãos dadas pelo caminhar das horas...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Aroma
A memória do teu cheiro,
Quase cítrico,
Quase amadeirado,
Que de olhos fechados posso sentir
E mesmo ao longe posso lembrar...
Em tua pele colado,
Aroma delicado aos meus sentidos
Maldade é sentí-lo com tamanha perfeição
E não abraçar-te, já que é posto não fazê-lo.
Que será de mim,
Se tu não se tornar inodoro
Dias de tormento vislumbro sempre...
Ao perceber tua fragrância
Que ao caminhar o vento carrega
Não sou eu...
Perturbadoramente, é ela
Quem te acompanha ao longo dos dias.
Quase cítrico,
Quase amadeirado,
Que de olhos fechados posso sentir
E mesmo ao longe posso lembrar...
Em tua pele colado,
Aroma delicado aos meus sentidos
Maldade é sentí-lo com tamanha perfeição
E não abraçar-te, já que é posto não fazê-lo.
Que será de mim,
Se tu não se tornar inodoro
Dias de tormento vislumbro sempre...
Ao perceber tua fragrância
Que ao caminhar o vento carrega
Não sou eu...
Perturbadoramente, é ela
Quem te acompanha ao longo dos dias.
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