Teu silêncio, meu tormento.
Tua ausência, minha saudade.
Se tu me invades os pensamentos,
Aonde não pode ir essa verdade?
Se já me perco em amar-te a seco,
E de vinho embriago minha alma louca,
Da sede de ti me alimento,
Sou apenas um corpo fraco, uma voz rouca...
De gritos abafados explodo ao mundo,
Resisto bravamente ao teu sorriso.
Se jogar-me em teus braços é o meu desejo,
Entregar-me a tua agonia até o fundo...
domingo, 20 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Texto 4
Gosto de música...Muito. Minha vida sempre teve trilha sonora para todas as situações. Atualmente meu Ipod tem sido uma grande companhia: na academia, na cama, no trabalho. Mas além de companhia, tem sido meu refúgio. Toda vez que percebo que alguém ou um grupo de pessoas começa a conversar algo que possa me atingir, pronto, aumento o som. Isso tem se tornado muito freqüente. Não consigo ouvir...Quero fugir...Por mais que sejam verdades, ou talvez não, sejam grandes mentiras, não quero ouvir, não quero me machucar mais. Talvez não seja capaz de lidar com a insensibilidade das pessoas ou sua simples ignorância. Ou talvez não esteja sabendo lidar com meus próprios sentimentos.
Enquanto a cura não vem, ausento-me nas minhas preferências musicais. Não sei quem virá primeiro: a cura ou a surdez. Sinto-me atropelada pelos últimos acontecimentos. Agora parecem danos irreparáveis. Não quero entender, mas não deixo de querer. Para que tanto sentimento a quem pode se dar tão pouco? De um coração tonto podem surgir ouvidos surdos.
E o volume do Ipod cada vez mais alto...
Enquanto a cura não vem, ausento-me nas minhas preferências musicais. Não sei quem virá primeiro: a cura ou a surdez. Sinto-me atropelada pelos últimos acontecimentos. Agora parecem danos irreparáveis. Não quero entender, mas não deixo de querer. Para que tanto sentimento a quem pode se dar tão pouco? De um coração tonto podem surgir ouvidos surdos.
E o volume do Ipod cada vez mais alto...
terça-feira, 8 de abril de 2008
Texto 3
Procurando razões...para as mais diversas coisas...assim somos todo o tempo. Perdidos em indagações, em um universo de perguntas sem respostas. Por quê isso? Por quê aquilo? Por que isso teve que acontecer mesmo? Sempre movidos pela mais inútil ansiedade. A mente humana que não pára nunca. E questiona, e questiona...Mas por mais que gastemos o tempo todo do nosso dia perdidos nos nossos pensamentos e percamos preciosas noites de sono, as perguntas continuarão lá...Insaciáveis por respostas, por alguma boa explicação...É tudo muito louco...comecei a aprender recentemente que o grande lance é viver e deixar viver...Antes agora do que nunca... Parece letra de música (na verdade os Beatles andaram cantando isso em tempos longínquos...). Não quero explicação para mais nada. CHEGA!!! Vou passear pelos meus dias com cara de paisagem, a mais honesta e blasé possível. Só preservo a certeza idiota que tudo realmente vai mudar. Mesmo diante dos meus ataques de impaciência naturais e aceitáveis mediante minha condição de humanamente sensível, persistirei otimista. Tudo vai dar certo e não vou perguntar mais nada. Nem a ninguém, nem a mim mesma...
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